My Melancholy Blues
Notas pessoais sobre visões de realidades.
terça-feira, 31 de dezembro de 2019
Para a pessoa mais importante de 2019.
Lembro-me muito bem da sensação de entrar em 2019: Estava onde eu queria estar, com as pessoas que eu queria estar. Era um bom prelúdio de que as coisas iriam realmente ser diferentes nesse ano. Mas, como sempre, eu comecei errando. Estourando uma champagne em cima da pessoa que eu amava e ela ficando completamente irritada por isso. Não demorou muito para que aquele otimismo todo fosse embora, mas em pouco tempo um abraço confortante dela deixou as preocupações para trás. Era aquilo que eu precisava, talvez, para continuar acreditando que fosse diferente.
O ano foi passando e, no entanto, eu fui me mostrando a mesma pessoa de sempre: Egoísta, manipuladora e mimada. Para quê desejar tanto que as coisas fossem diferentes, se eu continuava o mesmo? O mundo deveria girar ao meu redor, satisfazer as minhas vontades e que tudo fosse do jeito que eu queria. Sempre foi assim. 365 dias depois, eu me encontro aqui, entre as palavras, tentando me confortar da dor que me percorre, como sempre, por ter escolhido o caminho errado.
Sempre tive problemas com relacionamentos, mas quem não têm? Isso siginifica que estamos condenados pra sempre? Deveria aceitar que nunca vou conseguir mudar e seguir minha vida sozinho para que eu não erre com outras pessoas?
E estou aqui, sozinho, esperando 2020 chegar. A gente pode tentar se confortar pensando que “uma hora aparece alguém”. Mas e se realmente eu não precisar desse alguém?
O que eu preciso é mudar. De verdade. Não da boca pra fora, não com expectativas de que isso vai fazer as pessoas acreditarem. Elas não vão acreditar. Me disseram que confiança é algo precioso. E não existe coisa pior no mundo do que ter pessoas que você gosta que não confiam em você.
A minha maior dificuldade sempre foi entender as pessoas, sem julgar. Eu sempre me defendi por errar tentando fazer a coisa certa, com boa intenção, mas não é assim. Você não precisa querer estar certo o tempo todo, buscar justiça no mundo. Apenas não machuque as pessoas em sua volta. É o suficiente.
E por falar em machucar, está ai mais uma coisa que fiz em 2019. Machuquei a pessoa que eu disse mais amar nesse mundo. Porque? Pra provar um argumento? Pra fazer a minha “justiça” valer? Pra quê?
Da ultima vez que meu relacionamento não deu certo, eu fiz de tudo para não colocar mais ninguém na minha vida. Fiquei uns bons anos me divertindo, fazendo o que bem queria, satisfazendo o meu ego. Dessa vez, é diferente. Eu vou me manter vivo sem me depender de distrações vazias ou romances falsos.
E por que cheguei nessa situação tão extrema? Eu não encontrei o amor da minha vida e mesmo assim joguei tudo fora? Por que, Cássio? Por que?!
A única coisa que eu sei é, que em 2020, eu talvez tenha a última chance de ser feliz. Não sei como vou fazer, mas com certeza não será esperando algo em troca ou criando expectativas. Cabeça no lugar, chega de procurar confusão.
Obrigado por me acompanhar e me permitir estar com você e evoluir. Eu não ia aguentar continuar vivendo na mentira por muito mais tempo, me enganando e não querendo enxergar meus defeitos. Você foi luz e sinto muito por tentar apagar. Se o tempo conseguir curar nossas dores, seria bom ter você por perto. Alías, independente disso, você vai estar por perto, sempre dentro do meu coração.
So I made up my mind, it must come to an end
Look at me now, will I ever learn?
Yes, I've been brokenhearted
Blue since the day we parted
Why, why did I ever let you go?
You know that I'm not that strong.
domingo, 31 de dezembro de 2017
2017
31 de dezembro. Um pouco menos de vinte e quatro horas para
o ano de 2017 chegar ao fim e me encontro em harmonia com os momentos e
situações que me acompanharam nesses últimos doze meses. É hora do ponto final,
entregar as dores para o passado e receber o futuro com boas energias.
A última noite está quente e aconchegante, estou cercado de
pessoas incríveis que me resgataram da melancolia urbana e me trouxeram para
brincar na areia. Diferente do que tem sido ultimamente, o reflexo do meu pessimismo, antes expondo todas as marcas e feridas da minha alma, virou apenas um espelho
sujo, sem ter muito que mostrar com nitidez.
Paguei um preço alto por querer comprar a felicidade a
qualquer custo. Fui levado pelo instinto burro da invencibilidade momentânea.
Quando você está forte, acredita que nada pode te derrubar. Mas uma hora a
conta chega. Sempre chega.
Não existe arrependimento entre essas linhas, mas reconheço
os excessos desnecessários que cometi. Fui enganado pela casualidade de
situações que insistiam em me mostrar o caminho da segurança e estabilidade e
acabei optando por uma aventura que não tinha caminho nem destino. Eu já estava
perdido antes mesmo de começar e não sabia.
E quando finalmente despertei
desse sonho, minha vida caiu em um pesadelo. O que antes estava sempre comigo,
acabou indo embora, sem se despedir. O
que antes era um privilégio, tornou-se um fardo. Descobri o que é ter saudade
de verdade. O que é precisar de alguém que nunca mais estará lá para conversar
com você. O vazio que essa falta causa na nossa rotina é perceptível. Não sei
como será daqui pra frente, mas tenho esperança de que o tempo cuide desse
problema para mim.
E o tempo acabou dando um jeito
de compensar o que tirou, trazendo o novo sem avisar, também. Existe uma
necessidade de fazer dar certo, uma ansiedade que estou aprendendo a controlar
para não arruinar tudo sem antes de começar de verdade. Tento aprender com os
erros do passado e experiências que não deram certo para saber o que não devo fazer.
E o que eu farei, de fato, só vou descobrir no ano que vem.
Inclusive, o ano que vem está
muito próximo e cheio de expectativas. 2017 me fez voar, sem antes mesmo saber
andar com os pés no chão. Estou buscando uma relação mais íntima com a
gravidade, mas sem deixar que ela me puxe muito pra baixo. Sei que algumas
coisas não mudam, o que muda mesmo é a direção que levo minha vida, aonde quero
chegar. E em 2018, eu sei que não preciso
chegar a lugar algum. Apenas continuar andando.
In the water where I center my emotion
All the world can pass me by
Fly away on my Zephyr
We're gonna live forever
E que exista força para não ficar parado, pelo menos.
domingo, 27 de outubro de 2013
I'm On a Boat.
Estive lá
por certo tempo. Peguei minhas coisas e sumi no meio da imensidão azul. Estive
sozinho, deixei tudo para trás para viver balançando, tendo que tomar cuidado
pra não escorregar na água que passava por meus pés, querendo entrar no meu
tênis para fazer um pouco de companhia para as minhas meias e me deixar um
tanto incomodado com tudo isso.
Se eu
tivesse que guiar o barco, estaria perdido. Eu nunca fiz isso, certamente todos
se afogariam se eu tivesse no comando. Exigiu muito esforço de alguém que ainda
soa na hora de limpar o quarto. A mala pareceu pequena na hora de colocar as
roupas, isso só me fez ter certeza que sou um cara bem preguiçoso, mesmo. Vai ser
difícil você me ver com bagagens na mão. Nem mochila levo mais na faculdade. Não
sei como ainda fico em pé, no duro.
Mas a
viagem, ao contrário do que se imagina, não foi para descansar ou aproveitar.
Eu andei, corri, suei, pensei, gritei e parei. Dei risada. De toda essa agitação
de todos os envolvidos. Todos procurando um bom motivo de estar fazendo aquilo
tudo acontecer. Cada um teve o seu, que no final, acabou sendo um só. O de
fazer acontecer, simplesmente.
E
aconteceu. Só isso.
Estava tudo
lá, as pessoas estavam lá. Teve dinheiro, muito dinheiro. Eu vi pouco, pra ser
sincero. O que eu queria ver, mesmo, já estava bem na minha frente. Um horizonte
infinito, com inúmeras possibilidades. A sensação de navegar sem ter medo da
chuva, se sentindo forte o suficiente para aguentar a maré que tentava me jogar
pra fora o tempo todo. Eu me segurei quando precisei. Mas também abri os braços
e mostrei a minha força, a minha vontade de encarar o mundo do meu jeito, de
voltar logo pra casa.
I've sailed the seas, fought my many demons
I've looked to gods in the skies
Had many storms, question my conviction
Gave armies reason to rise
Tend your light, 'cause on this night
I'll be coming home
Eu estava
com saudades de você. E te ver foi a melhor recompensa. Mas isso deixa pra
depois. Preciso contar direito.
domingo, 13 de outubro de 2013
It's like you are my mirror.
Uma semana
confusa. Não entendi nada. Ainda bem que terminou bem, mas ainda não sei para
onde estou indo. Mas que eu estou indo para algum lugar, estou.
A caminhada
é longe. É como ir a pé do seu trabalho até a estação de metrô em uma sexta
feira iluminada, com um monte de gente na rua, outros tantos olhares perdidos e
passos apressados. O stress do dia anterior pareceu tão insignificante, mesmo
tendo me sufocado a ponto de achar que meu futuro iria desmoronar em segundos.
Mas, ele ficou de pé. Pelo menos por enquanto.
E foi nos
amigos que eu consegui me apoiar para não cair. Eu poderia metaforizar agora,
mas não existe melhor palavra que essa. Posso ter decepcionado uns, ajudado
outros, mas se tiver alguns copos de cerveja e boas risadas na mesa, todo o
resto é indiferente.
Até agora
eu não estava entendendo muito bem do por que ter voltado com o blog. Eu sabia
que tinha um motivo, mas não queria admitir qual era. Percebo, agora, que estas
linhas possuem um amor ainda escondido entre elas mesmas. Você entende o que eu
quero dizer, certo?
E é muito
cedo da minha parte dizer amor? Qualquer sentimento de afeto, para mim, pode
ser amor. O que muda é a intensidade, essa sim que devemos ficar de olho. O
natural é que essa aumente com o tempo, mas não é regra. Eu sinto que ela está
parada, ou pelo menos andando bem devagar. Não posso fazer nada a respeito,
apenas continuar escrevendo e ver se esse amor aparece de vez.
Não tenha
medo de amar, de se entregar. Fale o que pensa, isso pode fazer um bem danado
pra você. Não esconda nada, compartilhe situações e emoções. Parece um
parágrafo de autoajuda, mas é isso mesmo. Quando eu precisei, eu desabafei e
contei tudo para você. Isso me ajudou bastante.
E quando
você menos esperava, eu fui sincero e isso tirou um peso das minhas costas. Eu abri
um sorriso sem querer, no meio do café da manhã, quando a dor de cabeça ainda
não tinha passado. E esse riso sem som me fez ver onde eu estava indo. Eu disse
lá em cima, que não sabia. Mas não seria de todo mal se esse lugar for onde
você está agora.
Just put your hand on the glass
I'll be tryin' to pull you through
You just gotta be strong.
domingo, 6 de outubro de 2013
New
Don’t look at me, its way too soon to see what
is going to be. Como
eu deveria saber, as pessoas vem me falando isso com certa frequência. E porque
não dizer o mesmo para elas?
O tempo é um troço precioso. Passa rápido demais. Quando vemos,
já acabamos aquilo que mal começamos. Não da para contar as inúmeras vezes que
isso aconteceu comigo. Fico um pouco frustrado com essa coisa toda de tempo. De
verdade.
Mas, eu preciso admitir que é preciso esperar. Acho justo
pensar ao contrário, mas a verdade é essa. Precisamos ir por etapas. A vida é
assim. A gente nasce, vive e morre. Não tem segredo.
Tentando ser o mais breve possível, pois não quero me
aprofundar nesse assunto que me deprime sempre que penso muito sobre ele. Mas precisava
colocar isso a limpo, de qualquer jeito.
As coisas estão acontecendo e preciso tomar muito cuidado
para não fazer besteira. Se as pessoas vierem, eu preciso fazer com que elas
fiquem. Se eu precisar ir embora, terei de convencê-las a me esperar, pois eu
vou voltar. E se elas precisarem ir tenho de ter paciência e acreditar que as
verei de novo em algum momento.
E enquanto eu espero, eu vou vivendo. Da pra fazer os dois,
sim. Na verdade, a gente tem que viver enquanto espera e não esperar enquanto
vivemos. Percebe a diferença?
Just in time, while I was searching for a rhyme
you came along. Then we were new.
É empolgante quando isso acontece. Nesses casos a gente tem
que segurar forte, pra não escapar. Vale a pena o esforço. E a espera.
sábado, 28 de setembro de 2013
For the longest time.
Fico
surpreso como as coisas vão acontecendo de tal forma, que de algum jeito você
acaba voltando para o mesmo lugar que um dia você sempre quis sair.
Eu não considero
isso uma coisa ruim, não. Depende muito. Em cada época de sua vida você tem uma
certa visão, que você julga certa. Mas na verdade, está tudo errado. O que você
quer é se sentir bem, apenas. Mesmo estando errado.
Um hiato de
mais de um ano sem escrever, nem uma linha sequer. Hoje vejo esse blog como um
espaço para sentimentos adolescentes que me transformaram na pessoa que sou
hoje. Precisei passar por tudo isso, ao que parece ser o único jeito de ter aprendido
a lição. Mas fico feliz que tudo passou, e que aprendi com tudo. Mas será que
aprendi, mesmo?
O mundo
ficou tão moderno desde a última vez que estive aqui, são tantas novidades,
tanta coisa que aconteceu que dá vontade de olhar pra trás e contar tudo com
detalhes. Mas não quero fazer isso, estou aqui por um motivo novo e é dele que
eu quero contar.
De agora em
diante, sem passado no meu presente. É o futuro que vai dar a mão para o meu
dia a dia. Coisas que acontecem e que irão acontecer serão prioridades. Esperança é a palavra de ordem. Ela que vai me guiar nas
minhas decisões e nas minhas ousadias – estas, que continuam as mesmas.
Mas o lugar
que eu sempre quis sair, como eu disse, não existe mais. Estou construindo um lugar novo, um pouco mais aconchegante. Eu só espero que tudo
dê certo dessa vez e que eu não precise ficar mais um ano sem escrever. E não digo isso só para os textos e sim para as promessas que tenho pendentes comigo, que
quero que virem verdade. Dessa vez, vou acreditar nela. Você me ajuda?
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Picture yourself on a train in a station;
Como
vocês já sabem, momentos difíceis requerem textos difíceis. Resisti, lutei
muito para que esse blog virasse apenas uma lembrança, mas percebo, hoje, que ele
é tudo que me define e irá permanecer comigo pra sempre.
São
notícias que recebemos sem querer que acabam mudando a nossa vida. Informações que
deveriam ter chegado de um jeito simples, chegam devastando tudo o que tem pela
frente apenas para dizer ''Oi, estou aqui. Achou que eu não viria, não é?''
E
realmente, a verdade é uma coisa chata. Fugimos dela, não queremos acreditar,
mas não adianta, ela está lá. Aconteceu tudo de um jeito estranho, mas tudo que
não fosse previamente imaginado que pudesse acontecer.
Indiretas
também são chatas. Mas qual é a graça se não houver um suspense? Eu poderia ser
muito breve e dizer tudo que realmente penso e quero, mas não iria me ajudar em
nada. A graça está em pensar nas possibilidades. Sem deixar de falar que muitos
desses posts seriam afetados diretamente.
Ironias
a parte, o que eu quero dizer é que percebi que vou continuar sendo o mesmo e
vou continuar querendo as mesmas coisas que sempre quis. Esse negócio de ficar
mudando não funciona comigo. Na essência, você sempre será você.
Esse
ano foi bom, acredito que me fez perceber que ser adulto é uma droga. A não ser
que você seja um astro do rock, com uma banda incrível e fazendo músicas que milhões
de pessoas cantarão com você e com seu parceiro no palco. Sim, isso não deixou
de ser um objetivo, até porque amanhã vou fazer com que isso volte aos meus
planos e que meu parceiro continue me chamando para uma volta na praça. Que gay.
Mas
deixo um agradecimento especial a uma pessoa que me fez viver um sonho na
realidade. E que sonhos na realidade geralmente não saem do jeito que você sonhou.
Mas que a realidade dá um jeito de fazer você acordar e mostrar que você pode
fazer coisas impossíveis por apenas uma troca de olhar. Sei que lá no fundo é
tudo sincero.
Não
me arrependo de nada e se pudesse faria tudo de novo. Clichêzão para acabar um
ano que, de tão confuso e imprevisível, vai deixar saudade. Espero que 2012
seja diferente e menos conturbado do que 2011. Mas se não for, estaremos
preparados para o que der e vier. Olha aí de novo =P
http://www.youtube.com/watch?v=G9hO25z1Fu8
– Pura verdade.
Feliz
ano novo. Ano que vem tem mais, acredite.
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